As últimas semanas de gestação
Presença do marido na sala do parto
Nos últimos tempos, a participação do marido na hora do parto tem sido
incentivada por alguns especialistas. Essa prática tem como objetivo dar à
gestante mais segurança e apoio psicológico, além de proporcionar uma maior
integração do pai com esse momento mágico da vida do casal. Entretanto, é
necessário que o casal saiba todos os detalhes que envolvem esse ato. Todas
as maternidades só permitem a presença do marido se houver autorização
prévia do médico. As gestantes que desejam a presença do marido, e caso ele
esteja de acordo (a coação de qualquer uma das partes é proibida), deverão
pegar a carta de autorização do obstetra.
O que o casal deve saber antes de decidir pela presença do pai na sala de parto
- Que é necessária uma carta de autorização assinada pelo médico.
- Que deverá comprometer-se a atender todas as orientações dadas
pelo médico e pelos profissionais presentes naquele momento,
tanto no centro obstétrico, como na sala de parto, bem como às
solicitações do hospital.
- Que precisa perguntar ao médico, se ele permite que o pai
ande dentro da sala de parto. Caso o pai encoste em um espaço
esterilizado pode causar uma infecção no pós-parto.
- Que alguns estudos comprovam aumento da taxa de infecção
hospitalar e cirúrgica, nos procedimentos acompanhados por
membros estranhos a equipe, principalmente quando não estão
habituados a freqüentar esses locais. Quanto maior o número de
pessoas circulando na sala cirúrgica, maior será a dispersão de
microorganismos e conseqüentemente, maiores as chances de
infecções. Assim sendo, as comissões de infecção hospitalar, em
geral, concordam com a limitação do número de pessoas presentes
além daquelas que participam efetivamente do ato cirúrgico, para
diminuir esse tipo de risco. Equipamentos fotográficos e filmadoras
podem agravar ainda mais esse quadro.
- Que no caso de mal-estar do acompanhante (marido), e isso acontece
mesmo àqueles que se julgam "fortes", calmos, "acostumados"
e "preparados" para isso, está claro que ocorrerá, fatalmente,
desconcentração e dispersão da equipe médica (obstetra, auxiliares,
anestesista, pediatra, enfermeiras, etc), e conseqüentemente
prejuízo da qualidade do atendimento, colocando em risco a saúde
da paciente e do bebê.
- Que a administração do hospital deverá ser solidária à presença e
conduta do marido dentro do centro obstétrico e sala de parto.
Que a autorização poderá ser revogada a qualquer instante.