Medicina Fetal
Diagnóstico intrauterino dos defeitos genéticos
O Diagnóstico Intrauterino dos Distúrbios Genéticos representa um dos
avanços mais gloriosos da Medicina. Sabe-se que as chances de um casal
normal ter um filho defeituoso são de aproximadamente 3%; entretanto,
alguns fatores podem aumentar esse risco:
- Pertencer a uma família com doenças hereditárias e deficiências
físicas ou mentais.
- Já ter tido um filho malformado ou com deficiência física ou
mental.
- Ter mais de 40 anos: em cada 100 crianças que nascem com
Síndrome de Down, 30 são de mulheres dessa faixa de idade.
- Já ter tido mais de três abortos (70% dos abortos espontâneos
acontecem por alterações cromossômicas).
- Ser casal consangüíneo (primos em primeiro grau, tio e sobrinha).
Ter recebido radiação em alta dose para tratamento de câncer no
seio ou nos testículos.
- Haver suspeita de rubéola no primeiro trimestre da gravidez.
O geneticista, levantando a história do marido e da mulher, poderá
enquadrá-los nesses fatores de risco, através de exames específicos para
avaliar a saúde do feto. Felizmente 95% dos exames resultam negativo. Mas
o casal deve estar preparado para um resultado positivo, e ter em mente qual
conduta tomar nessa situação: manter ou não a gravidez?