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Perguntas e Respostas

Congelamento de embriões, óvulos e ovário

CONGELAMENTO DE EMBRIÕES

1) Qual a vantagem de congelar embriões?
R: A grande vantagem está em se poder restringir ao máximo o número de embriões transferidos para o útero. Isso acontece com freqüência em ciclos de Fertilização In Vitro, quando o ovário responde muito bem à indução da ovulação, levando à formação de vários folículos ovulatórios. Os óvulos são todos fertilizados. Ao se colocar parte desses embriões no interior do útero (no máximo 4), os que restarem não poderão ser descartados, pois o embrião é considerado um "ser vivo". A saída é a doação para outros casais, pesquisa científica ou congelamento. A grande maioria dos casais escolhe pelo congelamento, pois no momento de se fazer esta opção ainda não sabem qual será o resultado do tratamento que estão se submetendo naquele momento.

2) Qual poderá ser o destino dos embriões congelados?
R: Existem várias possibilidades. Se o casal "proprietário" dos embriões engravidar no ciclo em que foram colhidos os óvulos que produziram esses embriões, eles poderão ser mantidos congelados até o desejo de uma próxima gestação. Isso tornará esse ciclo de fertilização mais simples, mais barato e menos desgastante. A mulher receberá poucos hormônios para preparar o útero para receber os embriões. Caso não desejem mais a gravidez os embriões ficarão congelados por tempo indeterminado até que se defina um destino para eles. O casal deve pagar taxas anuais para a manutenção dos embriões, como as de hotelaria.

3) Quanto tempo os embriões podem ficar congelados?
R: Não se tem um tempo estipulado. O processo existe desde a década de 80 e há irmãos nascidos até com 13 anos de diferença mas que foram concebidos no mesmo dia.

4) Como ocorre o processo de congelamento?
R: Os embriões devem passar por um processo inicial de desidratação. Depois são congelados lentamente por diminuição progressiva de temperatura, ou por vitrificação, até alcançarem 196°C negativos em nitrogênio líquido.

5) Os embriões congelados são colocados todos juntos ou separadamente?
R: São guardados em pequenos frascos chamados de palhetas ou capilares. Podem ser congelados individualmente ou em grupos de 4 a 6. Isso vai depender de cada situação.

6) Quais as chances de gravidez quando se utiliza embriões congelados?
R: As chances de implantação e gravidez são menores que os embriões que são transferidos na época em que foi realizada a Fertilização In Vitro. As chances de recuperação dos embriões congelados também são menores e diminuem proporcionalmente a qualidade dos embriões na época da coleta de óvulos. De um modo geral, a chance é 20 a 30% menor do previsto antes do congelamento. Se a chance na época era 50%, após o congelamento passa para 30%.

7) Como a mulher se prepara para a transferência dos embriões congelados?
R: Somente recebendo o hormônio estradiol. Não é necessária a indução da ovulação. O acompanhamento da espessura do endométrio pelo ultra-som é suficiente para se determinar a época adequada para a transferência dos embriões. O hormônio estradiol pode ser ministrado via oral, com adesivos sobre a pele ou por via intramuscular.



CONGELAMENTO DE ÓVULOS

8) O congelamento de óvulos deve ser indicado em que situações?
R: Hoje em dia, cada vez mais é indicado o congelamento de óvulos. Isso se deve aos avanços tecnológicos que comparados ao passado permitem que eles tenham uma melhor recuperação para serem fertilizados. Há tempos atrás os resultados de gravidez com esses óvulos eram baixíssimos, mas atualmente, consegue-se resultados semelhantes aos de embriões congelados. As principais indicações são:

a) Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos de quimioterapia e radioterapia. O óvulo poderá ficar estocado até que a paciente esteja recuperada. Uma vez que esses tratamentos são prejudiciais para a qualidade do óvulo, o congelamento de óvulos dá a oportunidade para que essas mulheres sejam mães no futuro.
b) Casais que durante os tratamentos de Fertilização In Vitro têm excesso de óvulos e não querem passar pelo constrangimento de congelar embriões e ter que doá-los.
c) Mulheres que ao se aproximarem dos 35 anos, não tem parceiro adequado para ser pai de seus filhos, temem pelo envelhecimento dos óvulos e a conseqüente perda da fertilidade. Os óvulos poderão ser coletados e congelados. Caso essa mulher só encontre sua "alma gêmea" numa idade avançada, ela poderá usar estes óvulos congelados para a fertilização com chances maiores de engravidar.
d) Histórico familiar de menopausa precoce podem indicar a retirada de óvulos seguida de congelamento com o objetivo de preservar a fertilidade. Caso a menopausa precoce não ocorra e a paciente engravide naturalmente os óvulos poderão ser descartados. Caso contrário eles poderão ser utilizados em processos de Fertilização In Vitro.

CONGELAMENTO DE FRAGMENTOS DE OVÁRIO

9) E os ovários podem ser congelados?
R: Podem e os resultados são semelhantes ao congelamento de óvulos. A desvantagem está na necessidade de uma microcirugia para a retirada do ovário (videolaparoscopia). Após a retirada deverá ser fragmentado e posteriormente congelado. Na época desejada poderá ser implantado em vários lugares do corpo, como sob a pele, no ante-braço, abdômen ou sobre o outro ovário, que não foi retirado na época. Depois de implantados poderão voltar a funcionar e produzir óvulos. A gravidez deverá ocorrer espontaneamente ou através da FIV.

10) Quais são as indicações para o congelamento de ovário?
R: As mesmas indicações do congelamento de óvulos.